Jornalista da TDM vence prémio Macau – Reportagem da Fundação Oriente

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Jornalista da TDM vence prémio Macau – Reportagem da Fundação Oriente

 A jornalista da TDM Sandra Azevedo venceu o Prémio Macau – Reportagem, atribuído pela Fundação Oriente, com o trabalho “As Moradas do Cinema”, foi ontem anunciado.

A reportagem, exibida em fevereiro de 2018, constitui “um instante cinematográfico importante para a recuperação da memória de Macau”, sublinhou a Fundação Oriente, em comunicado.

O trabalho, que conta a história de diferentes cineteatros, “denota um sólido compromisso entre a dimensão estética e as regras tipológicas da reportagem”, valorizou o júri.

Em declarações à Lusa, a jornalista nascida em Macau há 32 anos mostrou-se feliz com a distinção, considerando o trabalho “um pequeno contributo” para preservar a cultura e a história do cinema no antigo território administrado por Portugal.

Quando partiu à procura destes espaços, Sandra Azevedo encontrou o teatro Capitólio, “que ainda por cima vai reabrir as portas no final deste ano”, o cinema Alegria, “o mais antigo de Macau ainda em operação” e o teatro Cheng Peng, “que foi muito importante no passado”.

Pelo caminho, encontrou alguns desafios, nomeadamente “’pintar’ a reportagem com imagens do passado” e “a barreira linguística”, esta última ultrapassada com a ajuda de um colega do mesmo canal, recordou.

Sandra Azevedo já havia sido distinguida pela Fundação Oriente em 2013, à época com o trabalho “Viver com pouco”, sobre as dificuldades de quem vive com menos de 4.000 patacas por mês (400 euros).

Outras duas reportagens foram distinguidos com menções honrosas: “Vidas Suspensas – O estatuto de refugiado em Macau”, de Diana do Mar, publicada no jornal Hoje Macau, em novembro de 2018, e “Dias de Tempestade”, de Hugo Pinto, emitida na Rádio Macau, em agosto do mesmo ano.

O júri é composto pela coordenadora da delegação da Fundação Oriente em Macau, Ana Paula Cleto; pelo diretor do jornal The Macau Post Daily, Harald Bruning, pelo diretor do Instituto Português do Oriente (IPOR), Joaquim Ramos, pelos professores da Universidade de Macau Maria José Grosso e José Fernando Lino Pascoal e ainda pela professora do Instituto Politécnico de Macau Rosa Bizarro.

A Fundação Oriente instituiu o Prémio Macau – Reportagem com o objetivo de premiar o melhor trabalho jornalístico sobre Macau, nas vertentes cultural e socio-económica, publicado em órgãos de comunicação social de Macau e Portugal.

Para o próximo ano, a delegação da Fundação Oriente aceita, entre 02 e 31 de janeiro, candidaturas à 11.ª edição do prémio, que tem um valor pecuniário de 50.000 patacas (cerca de 5.000 euros).

Fonte: Lusa

Por | 2019-11-28T08:39:40+00:00 28 de Novembro de 2019|Categorias: Cultura, Sociedade||0 Comentários

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