Angola quer colocar este ano 300 estudantes em universidades no mundo

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Angola quer colocar este ano 300 estudantes em universidades no mundo

O Governo angolano quer, ainda este ano, arrancar com o programa que prevê colocar os 300 melhores estudantes licenciados nas melhores universidades em todo o mundo, disse esta terça-feira em Peniche a ministra do Ensino Superior e Ciência daquele país.

“Prevemos criar condições para começar este ano o processo de seleção dos candidatos do programa”, afirmou Maria do Rosário Sambo à agência Lusa.

A ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação de Angola falava à margem de uma visita a um centro de investigação do Instituto Politécnico de Leiria, em Peniche, no distrito de Leiria, no âmbito da Semana da Ciência Angola/Portugal.

A governante reconheceu tratar-se de um “programa muito ambicioso que pretende contribuir para a criação de capital humano altamente qualificado, privilegiando o mérito e a excelência”.

O programa foi anunciado através de um decreto aprovado pelo Presidente angolano, João Lourenço, a 22 de fevereiro, segundo o qual o Estado deverá identificar as “melhores instituições de ensino superior e de investigação estrangeiras, com o apoio das embaixadas angolanas”.

Abrangidos por este programa estarão angolanos a residir em Angola que tenham obtido mérito académico e angolanos no estrangeiro que frequentem pós-graduações em instituições de ensino superior de referência e não sejam beneficiários de bolsa de estudo por parte do Governo de Luanda.

Além da nacionalidade angolana, os interessados devem corresponder a um conjunto de requisitos, como ter até 30 anos, no caso de mestrado, ou 35 anos, no caso de doutoramento, ter completado o grau académico anterior àquele em que pretendem ingressar, uma média igual ou superior a 16 nos níveis académicos precedentes e, no caso dos candidatos do sexo masculino, ter a situação militar regularizada.

Aos candidatos selecionados será concedida uma bolsa de estudo de acordo com os critérios de candidatura para as despesas no país de acolhimento.

“Complementarmente, os bolseiros selecionados receberão um subsidio anual de mil dólares norte-americanos (883 euros), para o nível de doutoramento, e de quinhentos dólares norte-americanos (441 euros), para o nível de mestrado, para o desenvolvimento da investigação científica e participação em eventos científicos e para a apresentação dos resultados da investigação”, lê-se no documento, que aponta que o pagamento referente à inscrição, matrícula e propinas será feito “diretamente à instituição de ensino”.

“Elaborou-se uma estimativa de orçamento anual para 300 estudantes, multiplicando-se o valor por cinco anos, para o cumprimento da totalidade do programa, orçado em 10.930.555.382,50” kwanzas (cerca de três milhões de euros).

Além deste valor, o executivo angolano calcula um valor anual de 200.000 dólares (cerca de 176.500 euros) destinados à componente da investigação científica e para a participação em eventos científicos.

Fonte: Lusa

Por | 2019-03-20T03:53:25+00:00 20 de Março de 2019|Categorias: Educação||0 Comentários

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