José Eduardo Agualusa no Festival Internacional de Literatura de Berlim

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José Eduardo Agualusa no Festival Internacional de Literatura de Berlim

O escritor angolano José Eduardo Agualusa está entre os cerca 150 autores, de 50 diferentes países, que participam na 19.ª edição do Festival Internacional de Literatura de Berlim (ilb), que abriu esta quarta-feira, 11 setembro,  na capital alemã.

A iniciativa, que decorre até dia 21, pretende ser uma “plataforma para apresentar novidades da prosa, poesia, não ficção, novela gráfica e literatura infantil e juvenil de todo o mundo”, lê-se na página oficial da organização do Festival.

O evento, que este ano se realiza excecionalmente em dois locais diferentes da cidade, tem também como objetivos “debater temas políticos e promover ativamente a leitura e o ensino da literatura.”

O ilb espera alcançar “um público tão amplo quanto possível” e incluí-lo no festival através de leituras, painéis de discussão, encontros e ‘workshops’.

José Eduardo Agualusa é apresentado pela organização do festival como “uma das vozes mais respeitadas da literatura angolana”, acrescentando que, no seu romance “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários” (“Die Gesellschaft der unfreiwilligen Träumer”, traduzido por Michael Kegler), o escritor “lança luz sobre as guerras civis passadas e sobre a atual situação política em Angola”.

“Ele reflete sobre os sonhos pessoais, políticos e utópicos e a misteriosa realidade da própria vida”, acrescenta o ilb, dando conta de que o autor, que escreve em português, estará hoje no espaço “silent green Kulturquartier”, inserido na secção “Literaturas do Mundo”.

Do autor, foi lançado na semana passada em Portugal o livro “O Terrorista Elegante e Outras Histórias”, que reúne três novelas escritas em parceria com o moçambicano Mia Couto.

O discurso de abertura do festival esteve a cargo de Petina Gappah, do Zimbabué. A escritora e advogada publicou recentemente “Out of Darkness, Shining Light”, um romance ambientado no século XIX, que conta a história de como o corpo do investigador escocês David Livingstone é transportado pelos seus companheiros, do interior de África para a costa leste.

Também do programa do primeiro dia fez parte o escritor austríaco Raoul Schrott, que apresentou a mais recente obra “Eine Geschichte des Windes” (“Uma história do vento”).

A edição mais recente do ilb contou com o ilustrador e escritor português Fracisco Sousa Lobo, que participou num painel sobre Novela Gráfica. Entre os convidados de anos anteriores estiveram também Isabel Allende, David Grossman, Robert Menasse, Yasmnina Reza e Mário Vargas Llosa, entre outros.

As iniciativas do Festival Internacional de Literatura de Berlim concentram-se, este ano, nos espaços Hebbel am Ufer (HAU1+2) e na recém-inaugurada James-Simon-Galerie, já que a Haus der Berliner Festspiele, que recebe habitualmente o evento, está em obras.

Durante onze dias, o ilb divide-se em várias secções: Literaturas do Mundo, Reflexões, Literatura Internacional, Infantil e Juvenil, Memória, Ciências e as Humanidades, Especiais e História.

Fonte: Lusa

Por | 2019-09-12T06:58:11+00:00 12 de Setembro de 2019|Categorias: Arte, Cultura||0 Comentários

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