Médica cozinheira inicia produção de iogurte grego na Guiné-Bissau pela saúde das crianças

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Médica cozinheira inicia produção de iogurte grego na Guiné-Bissau pela saúde das crianças

Maísa Gomes Cabral dos Reis é médica e enquanto aguarda a sua integração no sistema de saúde guineense, de onde saiu para fazer o mestrado, criou os iogurtes N’Té para melhorar a saúde da população guineense.

“Sempre quis fazer algo pela saúde, para melhorar a saúde da população guineense e pensando nas crianças que é o género mais vulnerável da população decidi criar esta linha de iogurtes grego natural feito e produzido cá na Guiné-Bissau”, disse à Lusa a médica, de 37 anos.

Aliando a sua especialidade em Saúde Pública – depois de estudar medicina na Rússia, fez uma pós-graduação no Burkina Faso e está a acabar o mestrado em Epidemiologia no Gana – ao seu gosto pela cozinha e ao facto de estar farta de ficar em casa sem nada para fazer criou o N’Té, o primeiro iogurte grego natural produzido na Guiné-Bissau.

“Antes fazia para as minhas crianças, mas depois pensei e disse ao meu marido e se fizéssemos algo não só para as nossas crianças, unindo o útil ao agradável”, explicou.

E assim começou o N’Té.

Mãe de quatro filhos, Maísa Gomes Cabral dos Reis trazia, sempre que viaja a Portugal de férias, uma mala só com iogurtes. Como ela, as suas amigas.

“Este ano não fomos de férias e decidi lançar estes iogurtes para ajudar não só as minhas crianças, mas também as outras para termos um iogurte mais cremoso, natural e feito na Guiné-Bissau. Por isso abracei este projeto com muito amor”, salientou Maísa Gomes Cabral dos Reis.

O que a médica guineense não esperava é que o número de encomendas e de clientes aumentasse tão depressa, estando em curso a contratação de pelo menos duas pessoas.

“É verdade. Quase que não dou conta, mas é um projeto para a vida. A curto-prazo estamos a projetar fazer chegar o iogurte aos minimercados da cidade, nas tabernas, porque não vamos continuar a fazer a entrega ao domicilio, como agora”, disse.

Atualmente, o N’Té pode ser encomendado pela página no Facebook, criada com o mesmo nome do iogurte, ou telefonar, mas Maísa Gomes Cabral dos Reis pretende torná-lo mais visível e deixar de o entregar diretamente às pessoas.

A ideia é que o produto passe a estar disponível em mais estabelecimentos comerciais e criar num futuro próximo uma unidade de produção.

“Eu tive um sonho e tenho ainda que é poder levar o nome da Guiné-Bissau, que é o país que eu amo, além-fronteiras. Quem sabe um dia produzir o iogurte grego e comercializar. Este é o nosso plano a longo-prazo”, afirmou.

Maísa Gomes Cabral dos Reis e o marido, que abraçou a ideia da médica desde o primeiro momento, viajam e importam as boas ideias.

“Temos potencial e temos de divulgar esta boa imagem da Guiné-Bissau para não ficarmos só no país politicamente instável”, disse.

Questionada sobre a sua outra carreira, a de médica, Maísa Gomes Cabral dos Reis não tem dúvidas de que a medicina está no “meio tudo”.

“A medicina não é só tratar, mas também prevenir. Se tivermos uma boa alimentação, não vamos ter doenças. Isto liga a saúde alimentar, usamos leite testado e certificado no laboratório para o iogurte chegar em boas condições à população guineense”, afirmou.

O N´Té tem um prazo de validade de 15 dias desde a sua produção e deve ser mantido no frigorífico.

Fonte: Lusa

Por | 2019-09-02T05:49:57+00:00 2 de Setembro de 2019|Categorias: Sociedade||0 Comentários

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