“Menino que não via o sol” leva temas sobre direitos humanos aos mais novos

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“Menino que não via o sol” leva temas sobre direitos humanos aos mais novos

O livro “Menino que não via o sol”, sobre mutilação genital feminina, casamento precoce ou crianças amaldiçoadas e inspirado na tradição cultural da Guiné-Bissau, é lançado no sábado.

“O objetivo é levar estes temas de direitos humanos a um público mais jovem. Em 2016, fiz um documentário sobre mutilação genital feminina em Portugal e percebi que era difícil levar estes temas para as escolas”, afirmou a autora do livro, Inês Leitão, em declarações à Lusa.

O livro, que será lançado na Feira do Livro em Lisboa, é direcionado a crianças entre os 6 e os 13 anos e inspirado na tradição cultural guineense sobre crianças “irã”, nascidas com alguma necessidade especial ou característica diferente que leva os seus familiares a acreditarem que são feiticeiras.

Aquelas crianças são muitas vezes ostracizadas e muitas chegam a ser mortas pelos seus familiares e comunidades, segundo um estudo feito pela Fundação Fé e Cooperação (FEC) e apresentado em 2015.

Segundo a autora, o livro conta a história de uma criança cega, amaldiçoada pela comunidade, mas que depois é especial e acaba por salvar a aldeia.

“Discutimos a aceitação pela diferença ao mesmo tempo que incluímos estes temas. O livro inclui material didático que pode ser trabalhado em ambiente escolar”, afirmou.

O livro vai ser apresentado pela presidente da Comissão de Cidadania e Igualdade de Género, Teresa Fragoso.

Fonte: Lusa

Por | 2020-09-02T05:51:45+00:00 2 de Setembro de 2020|Categorias: Cultura||0 Comentários

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