Obras de construção de passadiço em Fortaleza Real de São Felipe vão ser entregues em meados de Setembro

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Obras de construção de passadiço em Fortaleza Real de São Felipe vão ser entregues em meados de Setembro

 A obra de construção do passadiço em Fortaleza Real de São Felipe, na Cidade de Velha, para permitir acesso às pessoas com deficiência, será entregue em meados de Setembro, anunciou à Inforpress o director de Monumentos e Sítios.

Neste momento, segundo Jaylson Monteiro, estão na fase de montar a estrutura de base ou de suporte para depois colocarem o passadiço metálico com rampa de madeira, e com o andar das obras estes vão ser concluídos em meados de Setembro.

A construção do passadiço no interior da Fortaleza Real de São Filipe, que irá tornar o monumento histórico mais acessível, é uma iniciativa do Instituto do Património Cultural em parceria com a Federação Cabo-verdiana das Associações de Pessoas com Deficiência (FECAD) e a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, no âmbito do programa Acesso à cultura em Cabo Verde e desenvolvimento turístico e de representação das pessoas com deficiência (CCEDERE).

Esta obra, financiada pela União Europeia, para além da construção do passadiço, vai criar um circuito que se inicia no estacionamento até a entrada do forte.

“O objectivo é facilitar a circulação de deficientes dentro da fortaleza para que possam usufruir um pouco daquilo que as pessoas normais usufruem quando visitam a fortaleza. Um dos aspectos é que vão ter acesso à vista sobre o vale de Cidade Velha. Não vão poder visitar o forte no total, mas vão ter acesso a grande parte deste sítio histórico”, disse, garantindo que estarão a permitir a essas pessoas uma movimentação “mais confortável”.

Jaylson Monteiro garantiu que essa intervenção não afecta o Forte, enquanto património, uma vez que o passadiço será feito de ferro e madeira e é removível.

O projecto, segundo o IPC, foi delineado visando a promoção do Turismo Acessível e Inclusivo (TAI) e o aumento das oportunidades de acesso aos edifícios e à inclusão social das pessoas com deficiência, tendo em conta a legislação cabo-verdiana, decreto-Lei nº 20/2011, de 20 de Fevereiro, que determina a eliminação das barreiras físicas nos edifícios e espaços públicos.

Este é um projecto-piloto, mas o IPC tem traçado projectos que tornem os monumentos históricos e culturais, enquanto atractivos turísticos, espaços de lazer e aprendizagem, mais acessíveis, ancorando nos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável.

Neste sentido, adiantou, no âmbito da requalificação da Cidade Velha vão criar este mesmo sistema lá onde é possível instalar os passadiços.

Por sua vez, o presidente da FECAD, António de Melo, que no dia 31 de Agosto foi constatar ‘in loco’ o andar das obras, disse não estar contente com o andamento destas, mas que com a garantia dada pelos empreiteiros esperam que este seja realmente entregue no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Turismo que se assinala a 27 de Setembro.

Para António de Melo, esta obra é “muito relevante” porque é um local visitado por muitos turistas, sendo que grande parte são de terceira idade e com mobilidade reduzida.

“Este projecto é para permitir que as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida circulem dentro da fortaleza e conheçam melhor este sítio, porque não adianta ter uma história fantástica de Cabo Verde e uma franja muito importante da população não tenha acesso a ela”, explicou.

Ainda no âmbito do projecto “Acesso à Cultura em Cabo Verde e Desenvolvimento Turístico e de Representação das Pessoas com Deficiência (ACCEDERE)”, financiado pela União Europeia em 40 milhões de escudos, foram feitas intervenções na Praça Alexandre Albuquerque, na cidade da Praia.

Neste espaço, explicou, falta apenas instalar uma maquete em alto relevo e a instalação de áudio guia com descrição da Praça Alexandre Albuquerque que poderá ser usada por pessoa com deficiência visual.

Fonte: Inforpress

Por | 2020-09-02T06:03:36+00:00 2 de Setembro de 2020|Categorias: Sociedade||0 Comentários

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