Orquestra Clássica do Centro associa-se à candidatura da Morna a Património Imaterial da Humanidade

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Orquestra Clássica do Centro associa-se à candidatura da Morna a Património Imaterial da Humanidade

A Orquestra Clássica do Centro (OCC) promove em Coimbra iniciativas dedicadas à cultura cabo-verdiana e à morna, género musical que desde 2018 é candidato a Património Imaterial da Humanidade.

A iniciativa arrancou na segunda-feira, pelas 21:00, no Pavilhão Centro de Portugal, com um café-concerto com o título “Saudade”/”Sodade”.

O maestro David Wyn Loyd, apresentou ontem uma palestra sobre a sua nova obra, “Suite FadTango”, no Pequeno Auditório do Conservatório de Música de Coimbra.

A composição “é fruto do trabalho de investigação sobre as características diferenciadoras e as semelhanças entre o Fado, Tango e a Morna”, explicou o maestro da Orquestra Clássica do Centro.

Doutorado pela Universidade de Sheffield, em Inglaterra, David Wyn Loyd é, desde Abril de 2012, o maestro titular e director artístico da Orquestra Clássica do Centro. Na sequência de uma deslocação da OCC a Cabo Verde, foi-lhe atribuído pelo ministro da Cultura cabo-verdiano o título de “Maestro Honorário Vitalício da Orquestra Nacional de Cabo Verde”.

A iniciativa termina no dia 17, com um concerto no Grande Auditório do Conservatório de Música de Coimbra, “inspirado em estilos que caracterizam povos e culturas distintas: o Fado, o Tango e a Morna, e que pretende ser um diálogo cultural entre os três géneros”.

O concerto terá como solistas Mariana Martins (guitarra portuguesa) e Jorge Caeiro (acordeão). “Trata-se de uma obra em quatro andamentos (I Esquina Escondida, II Serenata, III Luar, IV Despedida), onde estão presentes o Fado e o Tango, mas marcada também pela música erudita, inspirada no barroco em termos de época e de estilo”, anuncia a OCC.

“É pela riqueza de poder ser pertença da Humanidade, com tudo aquilo que a identifica como comunidade e a diferencia em termos culturais, que aqui propomos a criação de laços/pontes a fim de, pela e através da Cultura (em especial a música – essa linguagem universal capaz de juntar pessoas), unir povos nos tempos e muito para além de cada um dos muitos tempos”, refere Emília Martins, presidente da Direcção da OCC.

Com esta iniciativa, a Orquestra Clássica do Centro dá continuidade aos projectos que tem vindo a desenvolver em parceria com Cabo Verde, nomeadamente com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, desde 2014, incluindo deslocações ao país com actividades pedagógicas, ‘workshops’ de formação, conferências e concertos.

Em 2016 estabeleceu também um protocolo com o Centro de Estudos da Morna para divulgação deste género musical como património cultural da lusofonia, conhecimentos musicais, literários ou de imagem e transcrição para partituras da tradição oral da Morna.

A 26 de Março de 2018, Cabo Verde entregou a candidatura deste género musical, considerado o mais representativo do ser e do sentir cabo-verdiano, na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês).

A Orquestra Clássica do Centro é uma associação sem fins lucrativos, que tem a sua sede no Pavilhão Centro de Portugal, assinado por Siza Vieira e Souto Moura, em Coimbra. Fundada em 2001, a Orquestra foi considerada de “superior interesse cultural” pelo Ministério da Cultura, estando abrangida pela lei do mecenato cultural.

Fonte: Sapo Musika

Por | 2019-10-16T06:50:49+00:00 16 de Outubro de 2019|Categorias: Arte, Cultura||0 Comentários

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