Roots of Creation Studio, projecto de reciclagem e reaproveitamento de resíduos sólidos, vence Createc 2.0

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Roots of Creation Studio, projecto de reciclagem e reaproveitamento de resíduos sólidos, vence Createc 2.0

“Um projecto bastante interessante, inovador, conseguiu fazer a sua apresentação em três minutos… foi consistente, confiante e trouxe-nos os seus produtos fisicamente”, foram essas palavras que levantaram aplausos na sala da Incubadora do Standard Bank, que, por sinal, esteve bastante concorrida, quando se anunciou Roots of Creation Studio como o grupo vencedor do Createc 2.0.
A Gala Final, evento que encerrava quase dois meses de formação de nove Start Ups teve lugar no dia 28 do mês passado e premiou, também, Taduma – empresa que cria tecnologias de informação e comunicação – e Salão Afrocêntrico Carapinha – um instituto de beleza que tem como veículo de transmissão de valores educacionais, culturais e de saúde –, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Ethale Publish, Yu Comunicação e Imagem, Adecoal Wear, Improriso, Centro de Recriação Artística, Cchoize e Fashion Design são outras Start Ups que participaram do evento.
Ainda que não se tenham sagrado vencedores, todos os grupos foram concedidos três minutos para a apresentação dos seus projectos, perante um público marcadamente por empresários e investidores, bem como agentes culturais e amantes das artes.
Por isso, o evento foi uma perfeita montra de exposição de ideias de negócios e de capacidade individual que possa ser preponderante para os demais empresários participantes do evento. Aliás, no fim da cerimónia foi o que se notou no momento dedicado a network.
“Foi muito difícil, para já devo dizer”, foi assim que Tânia Tomé, representante dos membros do júri, começou a sua locução para o anúncio dos grupos vencedores. Tomé, antes de chamar os grupos vencedores, preferiu dividir com os presentes os requisitos que ditaram os premiados: “em primeiro lugar, consideramos a forma como se identificou o problema e como se identificou a solução; em segundo, a viabilidade económica do próprio projecto; a forma criou a sua inovação, em terceiro; em quarto lugar o uso de tecnologia para conseguir criar essa escalabilidade que no final do dia é o que precisamos com os empreendedores e, por último, a apresentação – toda a parte de conteúdo que um pitch deve conter, a forma oral e a confiança na apresentação, a forma como respondeu as perguntas do júri, bem como a forma artística com que apresentou os seus produto.”
Meirim Marregula, líder do grupo vencedor, considerou a vitória justa, dada ao diferencial de um projecto de cunho ambiental. Marrengula referiu também que o projecto de criação de novas ideias de negócio que o CCMA traz, independentemente do seu enfoque, são sempre bem-vindos e de inquestionável importância no que concerne ao desenvolvimento quer seja económico-financeiro, bem como social ou psicológico dos cidadãos em geral, na medida em que grande parte dos empreendedores são dotados de visões inovadoras e de alto valor agregado para o desenvolvimento e produção de bens e serviços, o que ajuda no aumento da eficiência, preservação do meio ambiente, competitividade possibilitando a geração de novos postos de trabalho, autosustento, aumento de qualidade de vida dos cidadãos e aumento da autoestima.
A Roots of Creation trabalha com reciclagem e reaproveitamento de resíduos sólidos a fim de sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de reaproveitar e reciclar, como forma de manter uma boa saúde pública e ajudar na preservação do meio ambiente.
A forma de acção é a criação de objectos artísticos e de design que comunicam com os observadores e os possam fazer reflectir sobre os aspectos acima citados. Sendo uma Start-Up “temos como desafio sensibilizar, disseminar a informação sobre a importância da boa gestão dos resíduos sólidos, ter fácil acesso a nossa matéria prima (resíduos sólidos) e dar a conhecer os nossos produtos e serviços”, refere o documento de apresentação.
Para o efeito, “pretendemos realizar workshops e exposições nas comunidades, usar a media e outras plataformas digitais, criar e divulgar vídeo-aulas, cartazes e áudios sobre a boa gestão dos resíduos sólidos e preservação do meio ambiente.”
* Elcídio Bila – Jornalista Cultural em vários órgãos de Comunicação Social. Criativo. Editor de livros. Activista Cultural.
Por | 2019-12-10T05:05:40+00:00 10 de Dezembro de 2019|Categorias: Economia, Sociedade||0 Comentários

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