Macau recebe espetáculo “Júlio César” e oficinas de Teatro Físico pela Companhia do Chapitô, uma iniciativa promovida pela Somos – ACLP

A Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP) traz a Macau a Companhia do Chapitô com o espetáculo “Júlio César” e uma série de oficinas temáticas de Teatro Físico e Visual. O evento decorre entre os dias 20 e 23 de setembro e inclui a apresentação de uma peça teatral e oficinas formativas destinadas a participantes com ou sem experiência no teatro.

A peça “Júlio César” sobe ao palco da Black Box I do Centro Cultural de Macau, no dia 20 de setembro, às 20h00. A 39.ª criação coletiva da Companhia do Chapitô inspira-se na vida e nos eventos históricos em torno de Júlio César, explorando a comédia como linguagem para reinventar a história. Júlio César foi um general Romano e um homem de estado. Membro do primeiro Triunvirato, liderou os exércitos Romanos na conquista da Gália, antes de derrotar o seu rival político Pompeu em contexto de guerra civil. Autoproclama-se depois Ditador Perpétuo de Roma, cargo que não ocupou por muito tempo, assassinado por um grupo de senadores que o consideram uma ameaça à República. “Inspirados no imaginário popular das representações de Roma e da figura notável que foi Júlio César, explorando inconsistências históricas e tomando liberdades no tratamento de factos documentados – com o desrigor que já caracteriza a Companhia do Chapitô – eis a desconsagração de outro monstro histórico, Júlio César.  Se era ele um tirano que merecia morrer ou um herói brutalmente assassinado por conspiradores, venha o Diabo e escolha. Aqui não há heróis nem vilões, há circunstâncias e gente ardilosa que faz pela vida. Também há gente menos ardilosa que faz o que lhes mandam. E gente virtuosa que faz o que tem de ser feito. Arrasamos todos por igual”.

Fiéis ao seu estilo de teatro físico, os atores utilizam o corpo, o movimento e a gestualidade para criar personagens e transmitir emoções de forma universal, permitindo uma experiência acessível a diferentes públicos. No final do espetáculo a Companhia do Chapitô irá proporcionar sessões de conversa e debate, promovendo o intercâmbio cultural direto entre os artistas e a audiência levando, assim, a uma troca de ideias e reflexões sobre a experiência teatral presenciada.

A peça será apresentada em português, e legendada em chinês, com duração aproximada de 90 minutos sem intervalo. Os bilhetes têm valor de 200 MOP e já podem ser adquiridos através da Macauticket.

Complementando o espetáculo, a Companhia do Chapitô realiza, nos dias 21, 22 e 23 de setembro, uma Oficina de Teatro Físico e Visual, no Anfiteatro da Casa Garden da Fundação Oriente. Estas oficinas têm como objetivo explorar técnicas de improvisação, criação de personagens e comunicação não verbal, utilizando o corpo como ferramenta central para a expressão artística e narrativa. Divididas em três temas – Corpo, Espaço e Improvisação; Personagens e Arquétipos Gestuais; e Jogo Dramático e Improvisação Criativa –, as oficinas destinam-se a participantes com ou sem experiência teatral, incluindo atores, performers, educadores, estudantes de teatro e artistas visuais. As sessões serão conduzidas pelos formadores Jorge Cruz, Pedro Diogo e Susana Nunes e ministradas em inglês com tradução para chinês e com lotação máxima de 20 participantes. O programa detalhado e condições estão disponíveis no website da Somos – ACLP. As inscrições para as oficinas já se encontram abertas através da mesma plataforma com um desconto de 10% até final de julho.

Fundada em 1996, a Companhia do Chapitô é reconhecida pelo seu trabalho multidisciplinar, baseado no teatro físico e na comunicação através do gesto e da imagem. A companhia valoriza a comédia como linguagem para questionar a realidade física e social, criando espetáculos que convidam o público a imaginar e participar ativamente na construção das narrativas. Desde a sua fundação, a Companhia do Chapitô já produziu cerca de 40 criações originais, apresentadas em Portugal e em países como Alemanha, Brasil, China, França, Itália, Suécia e Rússia, entre outros.

A realização do espetáculo “Júlio César” e das oficinas de Teatro Físico e Visual, em Macau, os participantes têm a oportunidade de explorar as possibilidades de interação e fusão entre diferentes formas de expressão artística. Essas oficinas abordam a criação de narrativas e a construção de personagens de maneira física e visual, indo além do texto falado. Os artistas ensinam técnicas de caracterização, uso do espaço e desenvolvimento de arquétipos e perfis psicológicos. Ao participar nestas oficinas temáticas, o público em Macau terá a oportunidade de aprofundar as metodologias e a visão artística da Companhia do Chapitô. Essa experiência pode inspirar novas abordagens e ideias de intercâmbio cultural. Esta iniciativa reflete o compromisso da Somos – ACLP com a promoção da língua e cultura portuguesas, fomentando diálogo intercultural e o desenvolvimento artístico na região.

A vinda da Companhia portuguesa do Chapitô tem o patrocínio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e o apoio Instituto Português do Oriente (IPOR) e Fundação Oriente em Macau.

Para mais informações sobre o espetáculo ou as oficinas, contacte a Somos – ACLP através do email: info@somosportugues.com, ou visite o site oficial para inscrições e programa completo: https://somosportugues.com/oficinas-de-teatro

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